One Froggy Evening: featuring Michigan J. Frog

Posted 17/11/2009 by Rodolfo Arruda
Categories: 1

Esse desenho de 1955 é simplesmente um primor em termos de animação. A temática do animal que possui dotes mágicos é antiga, mas o tratamento que a narrativa recebe neste episódio é perfeito: são seis minutos, uma história com começo, meio e fim, completamente assimilável e inteligível, cativante e sem nenhuma quebra de ritmo. E, ainda por cima, dispensa o diálogo. No seu lugar, a música é o elemento chave que amarra toda a narrativa: ela pontua o espanto e a admiração, com um ragtime alegre quando descobrimos o protagonista, mantém o ritmo no momento da expectativa da reinauguração do teatro, lamenta ironicamente a reclusão no hospital psiquiátrico e informa (de modo memorável) o tom de maldição e circularidade da narrativa com a música ecoando nas redondezas. É claro que nada teria sentindo sem a figura genial e carismática do nosso querido “frog” que nos conquista logo no primeiro olhar. O nome desse sapinho é Michigan J. Frog. e esse nome foi dado depois que o desenho se popularizou, com base na segunda canção que ele interpreta, no momento em que seu recente dono tenta convencer os dirigentes da Acme de que o sapo é um astro: Michigan Rag.
Esse detalhe (o grande detalhe talvez), mostra (ao que me parece) qual foi a verdadeira concepção original desta animação, reforçando a minha idéia de que a narrativa foi estruturada toda a partir da música. Na verdade, o sapinho não era o foco que os diretores queriam explorar, mas, sobretudo, a proposta consistia em fazer uma paródia musical aos cantores populares (broadway, vaudeville, swing, ragtime) e brincar com os sonhos e desilusões que compõe esse universo. No final, essa pequena-grande história foi muito além disso e acabou nos legando o nosso querido sapinho cantor de jazz e ragtime (sacana, às vezes, eu sei) Michigan J. Frog, que possui uma vocação imensa para ser um grande mascote de qualquer coisa. Essa é a minha aposta; e a de vocês?

ps: agradeço a dica ao Jeff Paiva, que montou um galeria legal no site do Gafanhotos Bar, em São Paulo.

Ênio Leite de Barros: um pintor que merece divulgação.

Posted 11/11/2009 by Rodolfo Arruda
Categories: Amigos

Exposição de Trabalhos

Ênio Leite de Barros, nasceu em 20 de outubro de 1949, na cidade de Novo Horizonte, interior de São Paulo. Em 1968 se mudou pra São Paulo, capital. Se formou em arquitetura na FAU/USP, mas exerceu pouco a profissão. Na maior parte do tempo, foi bancário do Banco do Brasil, durante 18 anos. Pinta quadros desde os 17 anos, quando pegou gosto pelas artes-plásticas; de lá prá cá, nunca mais parou de pintar. Durante os anos de BB, fez boas exposições de seu trabalho e foi agraciado com alguns prêmios, todos no âmbito artístico do banco. Suas tentativas de divulgar o seu trabalho no meio comercial das artes-plásticas não foram bem sucedidas. Seu forte nunca foi a divulgação de seu trabalho, de alguma forma ele possui uma visão desencantada do mercado das artes-plásticas. Essa dificuldade diante do mercado, limitou, e muito, a divulgação do trabalho de Ênio. Por questões pessoais, tive acesso ao seu trabalho. E a experiência me diz, e isso não me sai da cabeça, de que ele atingiu a maturidade artística, algo que foi cultivado por mais de 40 anos e que ele nunca se preocupou muito em divulgar ou teorizar em cima de sua obra. Diante de seus trabalhos, notamos uma riqueza de conteúdo e um profundo conhecimento de artes-plásticas, mas pessoalmente, quando conversamos com ele, essa parte crítica e teórica das pinturas é o que menos se ouve. A sua criação, diz ele, “sai com o pé-nas-costas, às vezes pego um retrato ou anúncio de jornal que me sugere um tema, e pinto antes de preparar o jantar”. Creio que o seu trabalho merece uma divulgação. São mais de 180 quadros neste link: http://picasaweb.google.com/enio.l.barros (mas já adianto que ele possui um número imenso de pinturas). Quem gostar de seu trabalho, aproveite para ajudar a divulgá-lo. Fica a dica. Abraços

O Jazz e a fidelidade

Posted 30/10/2009 by Rodolfo Arruda
Categories: Filosofia Barata, Jazz, Pensamentos esparsos

É um pensamento idiota, reconheço. Não tem nada a ver associar música com relacionamentos afetivos, mas vejam se a ideia não tem lá alguma coerência.

Nos relacionamentos afetivos, a fidelidade é considerada um elemento vital para a sobrevivência do casal, talvez a parte mais nobre e importante do casal.  Mas, ao lado disso, também é  algo difícil de manter, um peso que muitos tem dificuldade de levar a cabo.  Há quem defenda que a fidelidade é uma grande responsabilidade, com seus bônus e ônus.  Enfim, é uma responsabilidade que às vezes pode ser tornar um peso, dependendo da situação do sujeito.

No Jazz, pelo menos num primeiro momento, fidelidade é algo absolutamente descontextualizado: pra que ser fiel a um gênero se você pode ouvir tudo de todos, fixar-se apenas a “boa música”, ter o ouvido aberto (sem preconceitos) para todos os gêneros?

Não sei. Tem horas que Jazz parece uma namorada. Você precisar ser fiel a ele para que ele, o Jazz, possa te abrir aquele cantinho de acolhimento, aquela experiência única de se sentir contemplado no mundo quando alguém te entende. Só essa fidelidade permite o surgimento daquele momento sublime que não é uma reles e simples alegria qualquer, mas é o resultado de muito tempo, de muito comprometimento e dedicação àquele relacionamento e retidão àqueles princípios e concepções musicais. Ouvir jazz, ouvir jazz, de manhã, antes de dormir, na hora do almoço… Não é apenas um cara se exaltando de forma ingênua, exteriorizando o gosto pessoal perante os outros, sem respeitar as regras simples de boa conduta.

 

O exagero não é gratuito, ele faz parte do lance da fidelidade. A questão é que a fidelidade, como disse acima, é o elemento chave para que as coisas aconteçam; é como nos relacionamentos, você não vai descobrir alguns sentimentos se você não se lançar de cabeça naquele mundo, no tempo, na longa e distendida dimensão do tempo, evoluindo aos poucos, para chegar até àquele ápice. Jaaazzzzzzzzzz….

 

 

Faz tempo que me entreguei a você, minha namorada, a ti sou fiel. A ti entrego tudo; sei que no fundo, estou dominado. Mas é por uma boa causa. Você não vai me decepcionar, não é mesmo?

Gargalhada Metafísica

Posted 7/4/2009 by Rodolfo Arruda
Categories: Filosofia Barata, precário

Por – Srta Maria

O mundo já está tão saturado que já não se contam mais histórias. Não temos mais histórias com moral da história no final, ou coisa que o valha. A única coisa que fazemos é explorar a linguagem, experimentar a linguagem. –  Lamartine

 

Legal, gostei da sua história! Pelo que eu entendi, é uma história que acontece num bar,  todo mundo bebe, ri, enche a cara, se ferra, mas no fundo continua quase tudo a mesma porcaria…

É quase isso, mas não tem final feliz, entendeu? Do jeito que você fala, parece que tem um consolo no final, e não tem.

Sim, tem coisas legais. O sarcasmo, o formato de teoria, sem final feliz ou moral da história, é a sua cara.

Então, não sei se você entendeu, mas esta história é uma alegoria?

Claro, por mais que a gente se mexa, a vida continua a mesma tranqueira, as pessoas piram na noite, todo mundo tenta se passar por outro, sempre tem alguém pra fazer uma besteira, mas no fim a gente acaba voltando no dia seguinte.

Certo, mas o que eu pensei da minha própria história é que não precisa ter esse desfecho circular que você está imaginando. É como se a gente fizesse tudo isso, mas com uma filosofia niilista, sem precisar ter nenhum sentido para garantir a gente no final.

Filosofia niilista???

É como se fosse um contínuo. Não tem a hora da descontração e depois a da frustração da realidade. É tudo junto. O personagem está no Bar, mas é como se não estivesse, entendeu? A realidade é uma só.

Sim, acho que entendi. Mas esse “contínuo”… não deixa de ser uma comédia (a tragédia essência da comédia)

Não tem ruptura…

Eh…

A gente sempre vai no Bar porque está esperando que as coisas mudem, sempre queremos descobrir algo novo, achamos que algo vai mudar. Eu falo que não vai mudar.

Por isso que eu disse: já que a vida é ridícula, todo mundo pira e no dia seguinte a gente continua.

Não é isso. Se vamos ao bar e nos realizamos ou não, não importa. Tudo continua rídico como a vida cotidiana. A ruptura da festa que o bar anuncia nunca se realiza porque continuamos sempre sendo a mesma pessoa… O ridículo é acreditarmos na ruptura. O resto é o amargo da sobrevivência, que se consola com pequenos instantes de gozos efêmeros.

Gozos efêmeros, que palavra besta. Parece redundância.

É idiota mesmo. Se os gozos durassem…

Puxa, essa conversa até me deixou esvaziada. Acho que vou dormir.

Antes de você ir, posso te contar uma última história?

Sim, mas é algo estranho?

Não, é meio idiota. Essa coisa de gozo efêmero eu posso dizer que descobri empiricamente.

Como assim?

Vou contar, mas você vai estranhar. Uma vez eu tive uma transa com uma garota que nunca imaginei que fosse dar certo…

Lá vem…

Aí quando chegou a hora dos finalmente… sabe… nossa… foi uma sensação tão fudida (maravilhosa) que eu pensei que ia ter um negócio…

Puxa… e depois…

Sabe, na hora do gozo…

Sim…

Eu caí de lado e pensei…

Fala…

“O mundo parou, eu posso morrer agora.”

Uau! Que garota, heim!

Aí eu pensei… caramba, a gente vive por causa desta merda… por mais que eu fosse o cara mais perfeito do mundo… isto que eu estou sentindo agora iria acabar do mesmo jeito daqui a dois ou três minutos, no máximo… será que é só prá isso que a gente vive?

Hum, e daí?

Aí, é que no final da história me deu um ataque de riso.

Como assim, na hora?

Isso, na hora mesmo. Ao mesmo tempo da sensação.

Nossa!

Te juro por deus… eu comecei a rir sem entender o que estava acontecendo comigo.

Caramba, e a pessoa, não estranhou?

Não, acho que não. Mas te juro, foi espontânea, sem forçar nem nada…foi uma gargalhada completa, de ouvir do outro lado… veio de dentro…sem eu imaginar… não sei explicar…

Estranho mesmo… o que será que você achou graça naquele momento?

Sei lá… não era alegria também… parece que naquele momento eu realmente sabia o que era ser um mortal.

Que coisa mais ridícula, meu deus… que gargalhada mais doida.

Não sei, talvez tenha sido uma gargalhada metafísica. 

A vendedora de celular

Posted 26/7/2008 by Rodolfo Arruda
Categories: Filosofia Barata, precário

Eu e meu amigo Corrêa estávamos discutindo um assunto interessante e absolutamente inútil esses dias.

A coisa partia de uma impressão que, curiosamente, foi sentida de forma espontânea e individual por cada um de nós.

Falavamos de celulares, de como o povo anda consumindo em massa esse produto, quando o assunto logo descambou para as vendedoras de celular.

Vocês já notaram o quanto de garota bonita vende o aparelho? De fato, esta observação é bastante corriqueira e já não surpreende ninguém.

Mas a conversa ficou interessante na medida em que a gente discutiu como a estratégia apelativa das lojas realmente funciona.

Chegamos à conclusão de que quanto mais bonita for a vendedora, mais os homens se sentem pressionados para comprar os aparelhos top de linha.

A coisa não passa de uma psicologia comportamental bem chinfrim, mas funciona que é uma beleza. Quer um exemplo, um cara classe média, durante um passeio, passa numa loja só pra se distrair vendo o colorido da variedade dos modelos. Se aparece uma vendedora e passa a atendê-lo, uma pressão básica para que o sujeito leve alguma coisa já começa a rolar.

Mais a frente, com a pressão inicial estabelecida, ou seja, o cara sente a obrigação de comprar algo para não ficar chato, aí a discussão toda vai ser em torno de saber qual aparelho vai ser adquirido.

É aí que entra a vendedora de celular na história. Quando o sujeito já tomou a picada do consumo, o perigo é ela (a picada) ser significativamente agravada, caso – adivinhem – a vendedora de celular seja bonita. E vejam, grande parte delas são, feliz ou infelizmente – dependendo da sua perspectiva, estética, financeira ou afetiva.

Segundo nossa incipiente teoria, os homens, de forma involuntária e imperceptível, vão associar o ato da compra do aparelho a uma exibição de poder e distinção perante a vendedora de celular, ou seja, quanto mais bonita for a nobre vendedora, o ato de exibição deverá ser maior.

Já imaginou, encosta uma mulheraça linda na sua frente, especialmente para te atender, e você vai levar aquele modelo econômico, o “mais feinho de todos“, que não tem porra nenhuma de função? Afinal, que merda de homem é você? Isso sem contar que nunca uma mulher tão maravilhosa deu tanta atenção pra você – não é mesmo ?- ainda que fosse numa circunstância onde os objetivos são estritamente econômicos.

Seguindo nessa linha, lembrei-me de um colega que se apaixonou por uma bela e legítima vendedora e agora, coitado, troca o celular de três em três meses. (é claro que ele freqüenta a loja com muito mais freqüência, mas sua técnica, justificou ele, é ficar sempre se demonstrando interessado nas especificações técnicas dos aparelhos e envolvendo as vendedoras nos debates sobre a influência dos celulares caros na maior produtividade do mundo contemporâneo).

É por isso que hoje eu tenho uma teoria: as vendedoras são ótimas sim, mas se for tentar algo, faça sempre fora da loja. Entenderam, fora da loja. Já no caso de necessidade real de comprar um aparelho, sigam a dica do Corrêa – “é duro admitir, mas é melhor escolher as vendedoras fisicamente menos privilegiadas; você vai comprar o seu aparelho básico sem se sentir um pobre coitado”.

Blogagem coletiva: é um caso para se pensar…

Posted 29/5/2008 by Rodolfo Arruda
Categories: Devaneios Informáticos, Filosofia Barata, Pensamentos esparsos, Rabugices

A princípio, parece que ninguém duvida de que blogar em conjunto é bem melhor do que blogar sozinho. Tudo converge para uma resposta fácil, que afirma que “blogue” é diálogo, interação, troca rápida de informações, parcerias, etc. Tudo bem, isso é verdadeiro: é uma faceta possível, talvez uma das principais facetas, mas não a única, diga-se de passagem.

Depois de um tempinho considerável nessa “blogosfera de meu deus” (ow palavrinha safada essa, “blogosfera”), para dizer a verdade, acho que a blogagem coletiva (em muitos casos, não digo que todos, entendam) virou algo meio estranho; algo que perdeu o seu sentido primordial.

Partindo para uma livre interpretação, acredito que alguma explicação deve residir na necessidade imperiosa do ser humano de se sentir integrado, reconhecido, seu instinto de evitar a solidão, o medo de ficar sozinho.

Por conta disto, há uma tendência muito forte em nós de buscar um coletivo, de se inserir, se integrar o mais rápido possível, de obter feedbacks em maior quantidade. Isso é uma coisa boa, sem dúvida, e fundamental para nos sentirmos vivos. Não há o que questionar.

Essas observações, por sua vez, transpostas ao universo dos blogs, geram efeitos no mínimo curiosos. Acho que o efeito principal é o fato de que as pessoas abrem mão de forma muito fácil de suas individualidades e se deixam influenciar pelas pautas e pelos assuntos de maior destaque em troca de um reconhecimento mais fácil.

Isso é bom, claro. Mas vejam, quando todos aderem a essa tendência, o que acontece? Ocorre que você passa a ter uma espécie de pauta única (puxada por alguns alguns meios de comunicação hegemônicos) e consequentemente passa a ter menos diversidade, menos debate, menos originalidade.

Tem também a questão que o coletivo passa a influenciar as individualidades, passa muitas vezes a padronizar comportamentos e estilos e, desta maneira, a assimilar as individualidades.

Para o indivíduo, é uma situação difícil de ser percebida. Em regra a sensação é a de acolhimento, de participação e de integração, o que o faz se sentir aliviado e seguro de suas referências, reconhecido em sua posição.

Há momentos que a internet parece com isso: um imenso espaço de ilhas auto-referenciadas. Em alguma medida elas se influenciam e se contaminam reciprocamente, mas não propriamente por formas de diálogos.

Finalizando, na blogagem coletiva você irá se sentir integrado, vai ter mais feedbacks e mais rápidos. Vai encontrar pessoas que irão entender a sua língua, que discutirão as suas idéias, entenderão as suas questões e ansiedades.

Porém, acolhido no grupo, dificilmente você terá uma visão de fora, exterior, um estranhamento. Uma visão de dúvida e desencaixe, de desconfiança sobre tudo o que está acontecendo. Você terá menos “riscos” de ter um pensamento excêntrico. Você terá (infelizmente, creio que sim) menos chances de criar um caminho só seu, um estilo especialmente seu, um trabalho dignamente ancorado na sua trajetória, num caminho que você criou (na sua loucura, sim) mas absolutamente seu. Na comunidade você estará “protegido” contra o mundo exterior e todos os perigos e medos que ele envolve. Por mais que você acredite em sua originalidade, você estará sempre mais suscetível à influência do grupo, pois a sua identidade foi criada em conjunto e por isso, depende do conjunto.

Os coletivos tecno-informáticos irão crescer, disso não há dúvidas. Mas quando tudo estiver organizado em muitas tribos, de infinitos matizes, talvez aqueles pontos isolados passem a ter um brilho diferente. Talvez passem a ter outro valor e outra interpretação diante dos coletivos que se proliferam.

Homem Pássaro

Posted 7/4/2008 by Rodolfo Arruda
Categories: precário

Mais uma figura ressuscitada pelo Youtube.

Ps: sabem o que mais chama a atenção neste super-herói? Não conheço muito, mas me parece que a ausência de um vilão coerente é algo que mata na raiz o sucesso de qualquer personagem lançado ao cargo de super-herói. Se não houver uma tensão muito bem construída entre herói e o vilão, ao que faça o espectator se identificar com as duas (repito!) as duas personagens, não há super-poderes que segure a onda. Talvez seja essa a impressão: o personagem é um amontoado de super-poderes que se sucedem, um tanto quanto sem sentido.

O Jazz se vinga do Rock

Posted 1/4/2008 by Rodolfo Arruda
Categories: Jazz

Tags: , ,

Há uma tendência hoje de muitos jazzístas reinterpretarem hits (o que no jazz chamaríamos de standards) do Rock. É uma situação muito legal, porque a música verdadeira não conhece gênero nem fronteiras e rótulos.

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Brad Mehldau, por exemplo, vem tocando rock direto, Beatles, Radiohead, Oasis, Nick Drake, Paul Simon e sei lá mais o quê. E o pior, cada vez melhor! Eu acho que o que ela anda fazendo é dissolvendo o rock, mostrando como o jazz ainda tem muito o que ensinar ao estilo dito rebelde. Sei que é uma bobagem colocar as coisas em termos de embates de gênero, mas ele anda detonando o rock. Para muitos isso pode representar uma traição do gênero, quando se abandona as referências em busca de um repertório mais pop-rock, e aí teríamos a mesma situação tradicional, onde o jazz continua prostrado e submisso.

Parece um dilema, não?

Será que estamos mesmo diante de uma vingança do Jazz?

ps: agora acabo de confirmar. Até Black Hole Sun do SoundGarden (quem não se lembra dessa!). Acho que é vingança mesmo.

Nick Drake – Five Leaves Left

Posted 4/3/2008 by Rodolfo Arruda
Categories: Jazz

Tags: ,

Não conhecia nada de Nick Drake até escutar muitas vezes Day is Done de Brad Mehldau. Por influência de Mehldau, descobri esse álbum muito interessante, Five Leaves Left (para muitos, um clássico).

Five Leaves Left

Páreo duro:

Day is Done

A princípio, o ponto de contato entre esses dois músicos pode ser visto nestas duas faixas (regravadas por Brad):

River Man: http://youtube.com/watch?v=eEAsZa4Qz2Y (Drake)

http://youtube.com/watch?v=gkfq9GQ4n8I (Mehldau)

Day is Done: http://youtube.com/watch?v=Y2jxjv0HkwM (Drake)

Fica registrada a dica.

ps: River Man não integra Day is Done – é possível encontrar essa faixa em alguns discos de Mehldau, como o Live in Tokyo.

O suicídio do Dr. Gori

Posted 28/1/2008 by Rodolfo Arruda
Categories: Filosofia Barata

Trecho antológico do spectreman. Pura filosofia.

Você é um grande cientista. Há muitos desafios aqui a conquistar. A poluição, a deterioração, os males que afligem a humanidade. Se pudesse convencê-lo de que a paz é a
maior das conquistas.

Tarde demais para isso. Não se ensinam coisas novas a um macaco velho.

O mal é sempre lembrado. O bem é tão difícil de ser reconhecido.

A morte é a única…. buuummm

Ficará pra sempre em nossa lembrança.

ps: comentário nota 10 – sem ironia

dericofre

Dr. Gori foi um gênio incompreendido, pois achava a Terra fantástica demais para ser habitada por seres tão mesquinhos, poluidores e destruidores como os humanos. E nem mesmo os argumentos de Spectreman conseguiram persuadi-lo a mudar de convicção, preferindo a morte. O “macaco” cientista ali era um ente sem esperança. E a esperança era o fator motivador de Spectreman, já que defendia os humanos, os verdadeiros vilões da história.